foto: Vítor Koch (Presidente da FCDL)
ENTREVISTA
COM O PRESIDENTE VITOR DA FCDL
Quais são as
ações da FCDL para 2008?
Em 2008 estamos
nos mantendo no foco da qualificação e da profissionalização
do varejo. Estamos cumprindo à risca o Planejamento
Estratégico da FCDL-RS e implementando ações que
virão em benefício de todos os lojistas. Um exemplo
disso é o Projeto One Day, um sistema de gestão de
compras e estoque que facilita o gerenciamento, reduz
custos e permite maior competitividade ao micro e
pequeno empreendedor.
Quais são as
dificuldades hoje dos empresários na obtenção de
financiamentos?
A maior dificuldade
para o micro e pequeno varejista continua sendo os
altos juros praticados pelo sistema financeiro convencional.
Além de muitas vezes o empreendedor não dispor de
um cadastro de acordo com a exigência dos bancos,
os juros são impeditivos para a maioria dos tomadores
de empréstimo. E, como estamos vendo na economia
em geral, sem crédito não há crescimento, não há
desenvolvimento.
De que forma
a GARANTIARS poderá contribuir na solução deste problema?
Seguramente é
um parceiro fundamental para o varejo e sua contribuição
poderá vir na forma de facilitar o acesso ao crédito
que, como disse antes, trata-se de um dos mais sérios
entraves para o desenvolvimento das micro e pequenas
empresas. Os empreendedores não querem dinheiro a custo
zero, mas precisam de parceria que lhes permita
gerir seus negócios com perspectiva de crescimento.
Desde que assumi
a presidência da Federação das CDLs, em julho de
2006, venho buscando implementar melhorias em todos
os setores onde a entidade possa contribuir para
a qualificação do varejo gaúcho, especialmente o
de micro e pequeno porte. Estabelecer parcerias,
convênios, contratar consultorias especializadas,
tudo é parte de um projeto maior. A parceria com
a GarantiaRS está nesse cenário, aliás, como um dos
pilares para o incremento das empresas lojistas do
Rio Grande do Sul. Vejo essa parceria muito além
do que simplesmente algo mais a oferecer às nossas
CDLs e SPCs. Trata-se de uma necessidade, que estamos
suprindo porque nos propomos a trabalhar para termos
parceiros estratégicos e decisivos ao nosso lado. |


foto: Sônia Wildt do
Canto
SEGURO
DE FIANÇA LOCATÍCIA,
UMA
RELEITURA NECESSÁRIA
Poderia parecer
esdrúxula a iniciativa de discorrer-se sobre o seguro
fiança locatícia, “inovação“ introduzida pela atual
Lei Inquilinária, cuja vigência se conhece de longa
data, mais especificamente, desde 18 de outubro de
1991, Lei 8.245, porquanto despida de seu ineditismo
inicial, como ali capitulado:
“Art 37- No
contrato de locação, pode o locador exigir do locatário
as seguintes modalidades de garantia:
I –
caução,
II –
fiança,
III –
seguro de fiança locatícia.
Parágrafo
Único. “É vedada, sob pena de nulidade mais de uma das
modalidades de garantia num mesmo contrato de locação”.
No entanto,
há
que se referir que falar de matéria inquilinária é sempre
assunto presente eis que personagem de múltiplas roupagens: é o
figurativo do aspecto econômico, do político, da propriedade
em função do social, da ética e, acima de tudo, do universo
específico daqueles que locam, entre outros matizes.
Em verdade,
essa temática tem sido objeto de contínuos exames
no panorama legislativo brasileiro, haja vista os
inúmeros textos legais que vêem acompanhando as necessidades
normativas do duo, locador/ locatário, cuja polaridade
já enfrentou momentos de incontido distanciamento,
a refletir períodos de instabilidade político-econômica,
pelos quais passou o país, alcançando-se, a este
ponto, momentos de alguma calmaria.
Não poderia
ter sido diferente. O fato social é dinâmico, pulsa,
transforma-se; e a norma legal, para discipliná-lo,
acompanha-o, toma sua forma, identifica-se com ele
e busca soluções adequadas, com reflexos das circunstâncias
que o cercam, espelhando o seu entorno holisticamente.
Nesta ótica, é
que a lei em tela teve grande preocupação de inovar,
para respaldar o cumprimento do negócio jurídico da locação,
a fim de que as partes que o constituem tivessem satisfeitas
suas necessidades: de um lado, um com a possibilidade
de alugar com a oferta de garantia oferecida pelo seguro,
conhecido instituto de garantia negocial despido de qualquer
constrangimento para sua obtenção de abordar-se um fiador
e, de outro lado, o credor assistido pela reconhecida
credibilidade da garantia apresentada, sem a preocupação
de revisar constantemente o patrimônio do garantidor.
Concomitante
a reeditar institutos de tutela de satisfação do
crédito do locador, apresentou-se com esta outra
modalidade até então não facultada aos contratantes,
sendo que, sabidamente, as formas de garantia dos
negócios locatícios são um dos aspectos que mais
dificultam as relações inquilinárias.
Como antes titulado,
o que aqui se está pretender, ainda que singelamente, é
uma chamada a necessidade de voltar-se a auscultar o
seguro de fiança locatícia, dispositivo legal tão festejado
quando de seu surgimento e, a este passo, tido como opção
distante daqueles que precisam locar.
Múltiplos aspectos
estão a envolver este tipo de proposição, a começar
por aquele que diz respeito à sua própria gênesis:
o plano de existência, da validade e de sua eficácia.
E mesmo que resultante de uma genética híbrida, de
seguro e de fiança, em tudo perfeito tocante a esta
trilogia no campo da teoria formal de sua análise.
No entanto,
destoantes, às vezes, é preciso lembrar, os propósitos
teóricos, dos fáticos, pois que os teóricos mais
estáticos, e os fáticos, mais empolgados pelo sopro
das vidas que os incorporam, tomam rumos não previstos
ou desejados.
É assim que
o
último componente posto acima do que chamamos de sua
trilogia formal, ou seja, o plano da eficácia, assistimos
sua trajetória pelo caminho do indesejável, e até mesmo,
do imprevisível.
Tornou-se um
instrumental caro, de verdadeira gincana de documentos
para sua consecução, de única empresa seguradora
a oferecer seus préstimos, de inúmeras limitações
em suas garantias e de tristes lembranças das primeiras
que o acolheram, vale dizer, uma eficácia sem eficiência,
de uma eficácia que não produz os efeitos desejados.
É justamente
diante deste quadro clínico que se faz necessário
revisar o seguro de fiança locatícia, pelos técnicos
da matéria, inclusive, se for o caso, em seu escopo
legislativo, refletindo-se sobre a possibilidade
de benefícios e incentivos para barateá-lo. Com ajustes
onde foi falho, com contratações adequadas, com soluções
alternativas para pagamento dos prêmios, a exemplo
dos atuais créditos disponibilizados para a aquisição
de imóveis totalmente revisados pelas instituições
bancárias e de triste lembrança dos equívocos inicialmente
cometidos pelo BNH, para que tão importante dispositivo
não venha a cair em letra morta da lei, ultima das
conseqüências que uma norma jurídica pode esperar
de seus dispositivos.
Preceitua
o direito inglês: “nothing is settled until it is
settled right”, ou ainda, “nada está estabelecido
até que esteja estabelecido certo”. |

» Estrela - Dia 20
www.estrela-rs.com.br
» Torres - Dia 21
www.torres.rs.gov.br
» Nova Bassano - Dia 23
www.bassanors.com.br |
foto:
Fabricio M Corrêa
ESTÁGIO
NA GARANTIARS
Fabricio
M Corrêa, estudante de Publicidade e Propaganda, recentemente
entrou para a equipe da GarantiaRS com o encargo de auxiliar
na organização da comunicação da empresa, com tarefas referentes à newsletter
desta, manutenção e atualização do site da empresa, cadastramento
de clientes em bancos de dados, organização da agenda de reuniões,
atendimento de clientes ao telefone.
PREMIAÇÃO
PARCEIROS DO DESENVOLVIMENTO
A
CIDADE: SÃO LOURENÇO DO SUL
A partir
de agora a GARANTIARS, em todos os trimestres estaremos premiando
o agente ou agentes que mais se destacarem, sempre abservando
os critérios de maior número de volume de operações de microcrédito
e menor número de inadimplência, os vencedores são:
O
PREFEITO:
José
Sidney Nunes de Almeida tem
43 anos e é natural de São Lourenço do Sul. Foi eleito prefeito
nas eleições de 2004, obtendo 12.181 votos, 42,79% dos votos válidos. É engenheiro
agrônomo formado pela Faculdade de Agronomia da Universidade Federal
de Pelotas (UFPEL), com especialização
em Toxicologia Animal pela Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUC-RS). Atuou como extensionista Rural da Associação
de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (Acaresc), entre
1989 e 1991, e na Instituição Sinodal de Assistência e Cultura
- Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor de São Lourenço do Sul
(Capa), de 1991 e 2000. Foi eleito por dois mandatos vereador,
entre 1997 e 2004. Presidiu a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores
da Região Sul (Coopar) entre 1995 e 1998. Foi o primeiro presidente
da Cooperativa de Crédito Solidário (Cresol Boa Vista), entre 2001
e 2005. “Integrou e dirigiu diversas entidades comunitárias, entre
elas a Associação Comunitária do Boqueirão.”
OS
AGENTES PREMIADOS:

Darci
Gehling Júnior tem
33 anos e é natural de São Lourenço do Sul. É graduado
em Administração de Empresas Faculdade de Agronomia da Universidade
Católica de Pelotas, com habilitação específica em Marketing e
com superior em andamento n área da Psicologia. Tem certificados
como Avaliador do PGQP, Agente de Desenvolvimento e Agente de Microfinanças.
Já
recebeu prêmios como o “DESTAQUE ACADÊMICO DE
1996”. Atuou como orientador Educacional e Profissional II, estagiário
em Psicologia do SENAC, instrutor do PLANFOR qualificar RS e hoje
atualmente é o Diretor do BANCO DO POVO DE SÃO LOURENÇO DO SUL.
Juliano
Rodrigues tem
22 anos e é natural de São Lourenço do Sul. Esta se preparando
para prestar vestibular para Administração na universidade
UNIPAR. Tem certificados como Assessoria na elaboração de
projetos, Participação da 14º FEICOOP, Participação 6º Seminário
do BC, Participação da 3º Feira Binacional de Economia Solidária,
realizações de palestras do EMPREENDER/ SEBRAE e Agente de
Microfinanças. Atualmente é o agente de crédito do BANCO
DO POVO DE SÃO LOURENÇO DO SUL.

Você
tem um sonho para o seu empreendimento?
Nós
temos a viabilidade!
Projetos
de Financiamento
Na
sexta-feira dia 16 de Maio de 2008 às 14hs aconteceu o 1º ENCONTRO
COM OS CONSULTORES que vão atuar na GARANTIARS, para traçar
as diretrizes que irá
nortear este trabalho. Reunião foi aberta pelo Diretor Executivo
sr.
Darci Ferreira e coordenada pelo técnico Luam Tubino.
Para
tratar de projetos antes de mais nada é necessário entender
qual o sentido racional que motiva uma empresa a se endividar
no longo prazo. Um exemplo pode auxiliar nesta dúvida. No caso
de uma indústria querendo implantar uma nova estrutura operacional
basicamente, ou ela investe com recursos próprios, ou seu investimento
será financiado por um terceiro. Na 2ª opção os financiamentos
menos onerosos são liberados através de agentes financeiros
públicos com recursos do BNDES, em sua maioria.
Mas
qual a motivação de buscar este tipo de financiamento?
No
exemplo acima qual o período de tempo necessário para a nova
implantação começar a gerar o faturamento que pagará o investimento
realizado. Este tempo entre a implantação e a operação pode
ser resolvida através do financiamento, porque tendo carência
ou apenas uma parcela pequena para pagar todo o mês o faturamento
da empresa não vai sentir tanto, durante o processo de implantação,
o peso total do investimento.
Outro
motivo interessante diz respeito ao capital de giro, ou seja,
os recursos líquidos que a empresa possui em caixa, os quais
estão a disposição para qualquer emergência conjuntural. Por
que quando a empresa é financiada por algum agente financeiro
não será preciso mexer neste recurso que funciona como uma
reserva fundamental para garantir a saúde financeira do empreendimento.
Portanto
fazer um financiamento de longo prazo visando um investimento
para ampliar a capacidade produtiva ou a rentabilidade pode
ser uma ótima opção.
Mas
para financiamentos deste porte é fundamental a apresentação
de um projeto de viabilidade econômico-financeira ao agente
financeiro, através desta ferramenta o agente poderá realizar
a avaliação da empresa.
E
o que é este projeto de viabilidade? Apenas uma forma de demonstrar
a sua empresa, para o agente financeiro, através dos números,
logo quem possui a viabilidade é a empresa e irá demonstrá-la
através da sua rentabilidade, da sua capacidade de pagamento
e de uma série de outros indicadores, estiveram presentes os
consultores: Antônio Ruis, João Baptista, Margaret Garcia da
Cunha, Marília Menegassi Velloso, Renan Gomes Lobo e a UNICON
PS Júnior / UNISINOS.
A
GarantiaRS elabora, orienta e apresenta o projeto ao agente
financeiro que estiver inserido na sua rede de parceiros.
Atualmente
quem são estes agentes?
Ø CaixaRS;
Ø Banco
do Brasil;
Ø Banco
da Amazônia;
Ø Caixa
Econômica Federal;
Ø BRDE;
Ø Banrisul;
Ø BanSicredi.

EVENTO
NO MERCADO PÚBLICO
Conforme havíamos informado na news (edição nº2) anterior, o evento
do Mercado Público o “1º Encontro dos Parceiros do Desenvolvimento” que
aconteceria no dia 29 de Maio de 2008 às 9hs, será transferido
devido a agenda dos parceiros.
MERCADO
ELEVA PROJEÇÃO DE INFLAÇÃO E SELIC PARA 2008
O mercado revisou para cima o prognóstico para a inflação em 2008
e também elevou a projeção para a taxa Selic no mesmo período,
segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco
Central.
fonte: Reuters
12/05/08
INFLAÇÃO
DE ABRIL PELO IPCA SOBE PARA 0,55%
A inflação
de abril pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi
de 0,55%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). Em março, a inflação pelo IPCA havia
sido de 0,48%.Com o resultado de abril, o IPCA acumula alta
de 2,08% nos primeiros quatro meses deste ano. No período de
12 meses até abril, a inflação pelo IPCA é de 5,04%.O IPCA é o índice
oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime
de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN). O centro da meta de inflação para 2008 foi estabelecido
em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais
para cima ou para baixo.
fonte: Reuters
12/05/08
SERASA: PEDIDOS DE FALÊNCIAS CAEM 26% ATÉ
ABRIL
Os
índices de falências apresentaram queda nos primeiros quatro meses
de 2008. De acordo com o Indicador de Falências e Recuperações
(Serasa), divulgando hoje o volume de falências requeridas apresentou
redução de 25,7%,
em todo Brasil, na comparação com o mesmo período de 2007. De janeiro
a abril deste ano foram registrados 762 requerimentos, ante 1.0261
no ano anterior. Na avaliação dos técnicos do Serasa, a redução
nos pedidos de falência das empresas deve-se ao crescimento da
atividade econômica do País.
fonte: Reuters
12/05/08 |